A mulher por trás da cura gay



O foco da polêmica sobre a "cura gay" está equivocado. As câmeras voltam-se para a decisão judicial, quando deveriam apontar para a origem do problema. A psicóloga carioca Rozangela Alves Justino, CRP 05/4917, entrou na Justiça, depois de ter sido chamadas às falas, em 2009, pelo Conselho Federal de Psicologia. Rozangela deseja "garantir o direito das pessoas de deixar a homossexualidade". Ela afirma ser um "direito constitucional" de toda biba deixar de ser biba.

A Justiça pela caneta do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho concedeu uma liminar, permitindo o "aprofundamento de estudos científicos". O magistrado entendeu que a proibição do Conselho Federal de Psicologia impedia a investigação da sexualidade humana.

O título de psicóloga de Rozangela, na realidade, oculta sua vocação de fato. Ela é religiosa, missionária. Segundo o site The Intercept, Rozangela está lotada no gabinete do deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), recebendo R$ 3.346,34 mensais.

Esse deputado, segundo o The Intercept, é apadrinhado do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia.

Malafaia e o âncora da Bandeirantes Ricardo Boechat envolveram-se recentemente em polêmica. Boechat mandou Malafaia "procurar uma rola". O âncora chamou ainda Malafaia de "idiota", "paspalhão", "tomador de grana de fiel" e "explorador da fé alheia".

O que se observa pela postura "científica" da missionária e psicóloga é que dona Rozangela teve uma formação profissional precária. Se ela tivesse pelo menos lido Freud...Em seus Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, de 1905, Freud apregoava que homossexualidade não era uma doença

A OMS (Organização Mundial da Saúde) demorou, mas finalmente retirou o homossexualismo da lista de distúrbios mentais, em 1990.

Dona Rozangela, pelo visto, desconhece isso.

Então, estamos diante de uma pessoa muito mais religiosa que acadêmica. Ela está a serviço da sua igreja, propagando sua crença e influindo desta maneira em toda a sociedade brasileira. É nesse sentido que deve ser desferido o ataque.

O Conselho Federal de Psicologia advertiu Rozangela, depois dela ser denunciada por duas pessoas, em 2009. O erro ocorreu aí. O Conselho deveria ter aproveitado a oportunidade e cassado a licença de Rozangela. O CRP foi brando e se omitiu.

Outro ponto que deve ser destacado é o direito de qualquer pessoa de buscar ajuda para resolver o problema que a aflige. A garota quer saber se vai casar, se o namorado a está traindo e procura uma cartomante. A viúva deseja se comunicar com o falecido no além e procura um médium. O sujeito acorda com 40 graus de homossexualismo e vai atrás da psicóloga para amenizar a "febre".

Pode ser que a pessoa aflita se sinta enganada pela cartomante, pelo suposto médium e pela psicóloga. Contra a cartomante e o médium há pouco a ser feito. Já contra a profissional de psicologia é outra história. A cassação do certificado da profissional é a melhor profilaxia para limpar a área dos lobos em peles de cordeiro. No caso, de religiosos protegidos pelo escudo do CRP.  






  

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